O que era sol virou chuva e o que era chuva virou lágrimas e estas pousaram e rolaram sobre uma pele (uma expressão) triste, cobertora de músculos cansados de fingirem sorrisos. O que era desejo virou amor e esse amor tomou conta de um outro músculo que teima em se mexer sozinho e vai se mexendo às vezes rápido demais, mas ultimamente mexe quase como se fosse obrigado como se o estivessem matando lentamente. E o que era vida virou luz e o que era luz foi se apagando com o vento frio e o tempo vazio que vazia nevar: pequenos cristais de desilusão a cair e congelar.
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