As mulheres são uma caixinha de surpresas, de modo que é difícil elas serem completamente agradadas e compreendidas. Entretanto, Maria conseguiu explicar com clareza muitas realidades femininas.
Maria era uma mulher de 27 anos, formada em teatro. Ela já havia cursado direito e medicina veterinária sem terminar nenhum dos cursos. Filha de médico e advogado, vive num luxuoso apartamento em São Paulo, onde ganha (literalmente, ganha) uma pensão de 15 mil reais do pai falecido. Finalmente, Maria é o estereótipo da mulher gostosona: siliconada, cabelão, pernão e barriga de tanquinho; ela tem um rosto popularmente conhecido como belo: boca carnuda, face simétrica, sorriso perfeito. Como no mundo onde a maior parte das coisas é regida pela sexualidade, Maria utilizou sua aparência e postura para estampar propaganda de carros, cervejas e revistas de beleza, além de ser atração de sites e vídeos em que a mesma se despia ou fazia cenas insinuantemente sexuais.
Agora que descrevi Maria, você, homem, deve ter pensando em comê-la (n vezes) enquanto lia o texto e você, mulher, deve ter alternado seus sentimentos entre inveja, indiferença e repulsa (tbm n vezes). Porém, Maria não é só uma série de fatos, ela tem uma história (que não é só dela) e eu vou contar apenas esse pedaço. Maria amou um homem, verdadeiramente e todo mundo viu esse amor. Mas esse homem pensou o que (quase) todos pensariam ao saber dos fatos da vida de Maria: ela só é pra comer e não para apresentar a mãe. Mal sabia ele, que todos estavam vendo o que ele estava fazendo e até mesmo o que ele estava pensando. E Maria continuava apaixonada, abestalhada, lutando com as armas que tinha e que não tinha para conquistar esse homem, mas só levava fora. A pobre sofreu o pão que o diabo amassou amando esse homem, enquanto ele era só desprezo. Nesse momento tudo muda e se explica: Maria agora é vista como a maior identificação do sofrimento feminino. Todas as mulheres sofrem por amor e a maioria sempre continua atrás do cafajeste, mesmo levando fora, mesmo com toda a humilhação. As mulheres querem dar a volta por cima, sair de um relacionamento em que só ela leva fora e encontrar alguém bacana que goste dela e passar na cara do cafajeste que ela é boa demais para ficar com ele. E Maria foi tudo isso. Maria largou o filho da mãe e foi atrás de quem realmente estava interessado em fazê-la feliz. Nesse momento, Maria já estava na final do programa BBB em que todos (ou quase todos) estavam acompanhando essa história e ela ganhou, não só o prêmio, mas a simpatia de muitas e muitas mulheres do meu Brasil que votaram nela para ela passar na cara do cafajeste, uma última vez que ela era muito melhor do que ele.
Maria era uma mulher de 27 anos, formada em teatro. Ela já havia cursado direito e medicina veterinária sem terminar nenhum dos cursos. Filha de médico e advogado, vive num luxuoso apartamento em São Paulo, onde ganha (literalmente, ganha) uma pensão de 15 mil reais do pai falecido. Finalmente, Maria é o estereótipo da mulher gostosona: siliconada, cabelão, pernão e barriga de tanquinho; ela tem um rosto popularmente conhecido como belo: boca carnuda, face simétrica, sorriso perfeito. Como no mundo onde a maior parte das coisas é regida pela sexualidade, Maria utilizou sua aparência e postura para estampar propaganda de carros, cervejas e revistas de beleza, além de ser atração de sites e vídeos em que a mesma se despia ou fazia cenas insinuantemente sexuais.
Agora que descrevi Maria, você, homem, deve ter pensando em comê-la (n vezes) enquanto lia o texto e você, mulher, deve ter alternado seus sentimentos entre inveja, indiferença e repulsa (tbm n vezes). Porém, Maria não é só uma série de fatos, ela tem uma história (que não é só dela) e eu vou contar apenas esse pedaço. Maria amou um homem, verdadeiramente e todo mundo viu esse amor. Mas esse homem pensou o que (quase) todos pensariam ao saber dos fatos da vida de Maria: ela só é pra comer e não para apresentar a mãe. Mal sabia ele, que todos estavam vendo o que ele estava fazendo e até mesmo o que ele estava pensando. E Maria continuava apaixonada, abestalhada, lutando com as armas que tinha e que não tinha para conquistar esse homem, mas só levava fora. A pobre sofreu o pão que o diabo amassou amando esse homem, enquanto ele era só desprezo. Nesse momento tudo muda e se explica: Maria agora é vista como a maior identificação do sofrimento feminino. Todas as mulheres sofrem por amor e a maioria sempre continua atrás do cafajeste, mesmo levando fora, mesmo com toda a humilhação. As mulheres querem dar a volta por cima, sair de um relacionamento em que só ela leva fora e encontrar alguém bacana que goste dela e passar na cara do cafajeste que ela é boa demais para ficar com ele. E Maria foi tudo isso. Maria largou o filho da mãe e foi atrás de quem realmente estava interessado em fazê-la feliz. Nesse momento, Maria já estava na final do programa BBB em que todos (ou quase todos) estavam acompanhando essa história e ela ganhou, não só o prêmio, mas a simpatia de muitas e muitas mulheres do meu Brasil que votaram nela para ela passar na cara do cafajeste, uma última vez que ela era muito melhor do que ele.