sexta-feira, 30 de abril de 2010

..Sem título

Resuma tudo num bom e velho "puta que pariu". PQP! Com direito a revolta engasgada no meio da garganta que ficou presa depois do pensamento ser mais rápido que os movimentos físicos da fala. Ler essas três palavrinhas uma seguida da outra ainda parece estranho, ainda mais para uma garota que não costuma resumir as coisas. Porque o palavrão é um simples resumo, claro, obvio, sem muita enrolação, ele diz o que quer dizer, pode ser raiva, felicidade, basta que os ouvidos bem escutem e tudo fará todo o sentido.
Mas o meu palavrão foi de raiva mesmo, de tristeza, os dois juntos. Um monte de aplausos que não diziam muita coisa, um monte de sorrisos falsos, alguns nem tanto, flashs que não iluminavam a tristeza de ver toda aquela armação. A unica verdade foi o palavrão que eu não falei e tanto tive vontade. Mas o pior não foi a armação toda, o protocolo de dizer nome por nome e errar a pronúncia dos mais difíceis, o pior foi estar ali naquele auditório aborrotado de gente arrumada, sem nenhum rosto amável por perto. Senti falta de ter alguém que me amasse ali perto, para que quando eu levantasse e fosse assinar meu nome naquele papel, eu pudesse olhar e sorrir verdadeiramente.
Hoje foi minha colação de grau de bacharel, mas não foi muito diferente de colar papel. Este último ainda tem o fator terapêutico.