Esse blog é emotivo, narrado em primeira pessoa e desprovido de comprometimento com os fatos. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Dois parágrafos.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Liberdade demais. Amor de menos
Vc desiste de tudo muito fácil. Desistiu de mim que era tão importante. Onde está sua capacidade de mudança? De convencimento? Onde está o cara que chega e consegue fazer qualquer pessoa gostar dele, de seu produto, ou seu serviço.
Vc parece um menino, no jeito de andar, de falar, de vestir-se e ninguém quer meninos. Querem pessoas que saibam fazer e façam, mas acima de tudo querem pessoas que demonstrem isso sem precisar de muito. É preciso lhe conhecer pra saber q vc n é tão menino assim, que vc é capaz de fazer muito. E talvez no fundo vc seja muito disso: uma criança grande, que quer as coisas do jeito que vc quer, caso contrário vc faz birra, desiste e pergunto de novo e a capacidade de mudança?
Vc tem que ser capaz de se relacionar com todo mundo. Tem que ter o básico pra que o seu diferencial faça a diferença. Tem que saber falar, saber se vestir. Isto é básico, e se você não fizer o básico e não souber ser o básico, não adianta querer as coisas do jeito que vc quer, pq tudo muda a toda hora, vc tem de ser capaz de provocar a mudança.
Tinha de ser capaz de conquistar as pessoas: poxa, na maioria das vezes somos intrusos que estão roubando o espaço dos outros. É necessário se importar com os detalhes da conquista, que deve ser realizada sempre que possível; todos os dias. Os pequenos mimos fazem a diferença, o cuidado. E vc tem esse cuidado em alguns âmbitos de sua vida, talvez aconteça quando vc quer, mas muitas vezes parece que vc simplesmente não se importa.
Vc tem idéias ótimas, mas na maioria das vezes não sabe apresentá-las. É mimado demais pra perceber que algumas coisas não podem ser do seu jeito. Repito, mimado. Você sempre pôde fazer o que quisesse, contanto que voltasse vivo pra casa. Isso é ser mimado, ter tudo o quer. Você sempre teve liberdade demais e não sabe conviver com os limites, nem gosta. Por isso é difícil pra vc trabalhar em grupo, vc faz tudo sozinho. Por isso talvez você fique só ou aprenda a se contentar com o que não lhe convém. Talvez seja muito feliz, talvez nem tanto.
Era uma vez um homem e seu tempo.
Certa vez conheci um homem de nome difícil. Algo incomum. Não havia definições para seu nome, pois se tratava mais de dois nomes que de um nome só. Trata-se de alguém de muita inteligência galgada em muitas vivências práticas e nem tantas acadêmicas, não sei se precisaria desta última, a academia deve podar a capacidade de esse homem expandir. Quando falo “expandir” quero dizer isso mesmo, esse cara poderia ter o mundo nas mãos e ainda sobraria mão para ser ocupada. Ele segue movido pela razão, pensa muito, e por pensar tanto às vezes imerge em um mundo paralelo, algo que está além do pensamento comum. Definitivamente não se trata de uma pessoa comum, se pudesse defini-lo com uma única palavra seria excêntrico.
Alguém que não possui o mesmo centro por muito tempo, alguém a margem do que se costuma encontrar. Não espere dele o esperado. E apesar da mudança constante e apesar de toda a excentricidade, ele tem um lado como tantos lados que se podem ter, um lado conservador, um desejo de conservar certos momentos que chega a ser romântico. Acho que ele deseja que o mundo seja um pouco mais romântico, não tenho tanta certeza se ele permite-se viver de tal modo.
Ele faz seu próprio caminho, desalinhado, certeiro, perdido, achado. Tenta ser feliz, aliás, quem não quer ser feliz? Mas a felicidade, para ele, não é um fim, nem um meio, é apenas o sentimento. Ser feliz é uma sorte e até a sorte tem seu peso, às vezes carregar a sorte e a felicidade consigo pode ser muito pesado.
A sua preocupação não está em ser coerente com suas afirmações anteriores sobre determinado assunto, mas em ser coerente com sua verdade. E para entender essa verdade é necessário que ele se conheça profundamente, saiba onde está a verdade das coisas, a verdade do seu sentido. Só assim haverá paz dentro dele e não há nenhuma paz interior sem o verdadeiro autoconhecimento, é um exercício de força e de alma.
Seu espírito é livre como o vento e não se pode aprisionar ou querer para si. Vive livremente, sem muita elegância mas com muita consciência. E a consciência é tudo o que lhe resta. Era uma vez um homem e seu tempo. Nem passado ou futuro, apenas tempo. E quando olho para esse homem sei que o tempo é relativo.
Não sei que pesos ele já carregou, talvez pesos demais. Olho-o e por vezes, vejo um desconhecido, cada vez uma pessoa nova e ainda a mesma pessoa. Ele não consegue negar sua essência, nem poderia, é algo bonito de ser ver se os olhos bem olharem. Certa vez conheci um homem que mais parecia um menino: com riso bobo, com uma vontade de aprender e viver infinitas, tanto que o tempo parecia infinito. Tinha tanto brilho no olho que encantava quem o olhasse e quem não iria se encantar?